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Domingo, 4 de Março de 2018

Diz que é uma espécie de roteiro da arte urbana em Lisboa

As paredes andam cheias de rabiscos que nada devem à criatividade. Mas nos últimos anos Lisboa tornou-se uma das capitais mundiais da arte urbana. Com a consciência que muito fica de fora, escolhemos 11 obras que merecem a sua atenção

 

Vhils, Bordalo II, Aka Corleone e Finok são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. Embarque connosco num passeio alternativo pela cidade. 

 

Diz que é uma espécie de roteiro da arte urbana em Lisboa

 

Crossroads de Sainer

Crossroads de Sainer

O artista responsável por este mural é polaco, chama-se Sainer e é conhecido mundialmente pelas suas criações em grande escala e pelo carácter onírico e surrealista que lhes imprime, seja nos enormes murais, pinturas ou ilustrações. Faz parte da Etam Cru, juntamente com o seu conterrâneo Bezt, mas este trabalho no 20 da Avenida Afonso Costa (Olaias) foi realizado a solo em Abril de 2015. Quando chegou a Lisboa, o artista ainda só tinha um esboço da figura da mulher. O cão e o pato foram acrescentados enquanto pintava (com tinta acrílica e spray), em prol do equilíbrio e harmonia visual da composição, isto num prédio com 11 andares, o que faz deste o maior mural da cidade em altura. O convite para a sua realização partiu da Galeria Underdogs no âmbito do seu Programa de Arte Pública 2015.

 

Big Trash Animals de Bordalo II

Big Trash Animals de Bordalo II

O português Bordalo II é conhecido por criar grandes figuras animalescas a partir de lixo. E, nos últimos anos, tem-nas espalhado por todo o mundo, numa série de trabalhos baptizada de Big Trash Animals. Há uma mensagem clara por detrás: chamar a atenção para a produção de lixo, o desperdício, a poluição e o quanto isso faz o nosso planeta sofrer. Pára-choques acidentados, contentores do lixo queimados, pneus e electrodomésticos, condutas plásticas de obras, cortinas de duche, tubagens de gás, pára-choques, redes metálicas e plásticos variados. Estes materiais, juntamente com alguma cor, dão vida às suas criações. Por cá temos este Guaxinão numa parede do Centro Cultural de Belém, construída em Maio 2015 no âmbito da exposição individual de Bordalo II “Pânico,Drama,Terror”; o Trash Puppy, construído um mês depois ao pé da rotunda de Cabo Ruivo, entre a Av.Infante D. Henrique e o Passeio do Báltico; um porco na Rua do Rio Douro criado este ano no âmbito do Festival Muro; uma abelha gigante dentro da Lx Factory e uma libelinha no bar do Infame. “Nós destruímos os animais e a natureza. Eu dou-lhes vida com o que fizemos para os destruir”. Palavra de mestre.

 

Breaking Bad de Odeith

Breaking Bad de Odeith

Sérgio Odeith, o artista urbano famoso internacionalmente por pintar murais que saltam das paredes, pôs a descansar a sua tendência para obras anarmóficas a três dimensões no seu mural de eleição na Damaia. Ali pintou a sua série preferida. Porquê? “Foi para mim a melhor história, em que todos os actores representaram um papel brilhante. Estes dois são os que mais marcam a série”, explicou à Time Out Lisboa. E não é por acaso que Walter White e Jesse Pinkman moram neste muro da Rua Dr. Francisco Sousa Tavares. “Pinto aqui há cerca de 20 anos, quase como se o muro fosse meu. Fica perto de casa e toda a gente respeita. O que quer dizer que as peças ficam intactas até envelhecerem”. Antes de ficarem com rugas arriscamos dizer que vão participar em muitas sessões fotográficas, entre fãs de Odeith, de Breaking Bad e de ambos. Totalmente pintado a spray “sem qualquer outra técnica, nem recorrendo ao uso de projectores, o que torna a pintura mais natural”, a obra de 16 metros de comprimento e quatro de altura demorou apenas quatro dias a ficar concluída. Odeith já perdeu a noção do número de murais que criou por todo o mundo. É que, além de em Portugal, já pintou nas ruas do Dubai, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Israel, USA, Brasil, Panamá, Malta, entre outros. Também já foi tatuador, mas em 2008 fechou o estúdio e rumou a Londres, onde chegou a trabalhar num barbeiro jamaicano. Agora não pensa sair “do nosso bonito Portugal”.

 

Calçada de Vhils

Calçada de Vhils

Podíamos escolher uma parede rebentada artisticamente. Mas ainda há muito boa gente que não sabe quem é o autor desta obra chamada Calçada que mora no largo entre a paragem do eléctrico 12 na Rua de São Tomé e a Rua dos Cegos (a caminho das Portas do Sol). O autor é mesmo Vhils e este foi o seu primeiro projecto feito em calçada, a partir de um convite do cineasta luso-francês Ruben Alves. Após o sucesso de A Gaiola Dourada, Ruben foi desafiado pela Universal France a criar um álbum referência de fado com a nova geração de fadistas a cantar Amália. Foi assim que se atirou de cabeça para um projecto que celebra a portugalidade e que junta Alexandre Farto (o artista que conhecemos por Vhils), os calceteiros de Lisboa, Celeste Rodrigues (irmã de Amália), quase todos os novos fadistas da nossa praça (de Ana Moura e Gisela João a António Zambujo e Ricardo Ribeiro) e até Bonga e Caetano Veloso. Parece complicado, mas não é. Criar o álbum não foi suficiente para o ambicioso realizador, que convidou Vhils para desenvolver uma obra única e marcante com o rosto de Amália, imagem que será a capa do disco e foi assentada pela nata dos calceteiros da cidade. Para ficar a conhecer as suas principais paredes e peças criadas fora de portas desde 2007, explore este mapa interactivo.

 

Iemanjá de Finok

Iemanjá de Finok

O artista brasileiro aproveitou a sua passagem por Lisboa em 2015, onde passou parte da infância, para trazer um pouco do Brasil às ruas da cidade, mais precisamente a um prédio na Rua Manica, junto ao aeroporto. De ascendência espanhola e japonesa, espelha nas suas obras a multiculturalidade do Brasil. Finok, actualmente um dos mais produtivos artistas paulistas, ajudou-nos a interpretar este mural. Os motivos escolhidos para a roupa são brasileiros, mas também portugueses, como as flores na parte superior. Na verdade, a figura representa uma baiana, mas Iemanjá é a deusa do mar, esse monstro que liga Brasil a Portugal. O boneco integrado nos brincos da imagem é a assinatura de Finok: pode encontrá-lo em todas as suas obras. Já os desenhos do rosto representam a diversidade étnica do Brasil, entre índios, africanos, europeus e orientais. Choveu no dia em que o pintou, então Finok decidiu que queria incluir as malditas gotas no seu trabalho.

 

Desassossego de Aka Corleone

Desassossego de Aka Corleone

Num prédio da Rua Damasceno Monteiro, junto ao Miradouro Senhora do Monte, apareceu no início do ano este mural. Mas só apareceu de repente para os mais distraídos, porque Akacorleone (Pedro Campiche para os amigos) demorou "cinco ventosos dias" a realizar a obra visível mesmo para quem está no Martim Moniz. O convite partiu dos próprios inquilinos– aka vizinhos do artista– que tinham acabado de repintar a fachada, alvo de tags e graffittis não solicitados. “Eles queriam de alguma forma prevenir isso, por isso contactaram-me para intervir na fachada. Foi uma coincidência interessante, porque vivo perto e é uma fachada que gostava de pintar já há algum tempo", explicou. A obra contou com o apoio da Galeria Underdogs, que disponibilizou o material e acompanhou o processo em vídeo. Chama-se Desassossego, já que "representa de uma forma bastante livre a personagem que mais representa a cidade de Lisboa, Fernando Pessoa, num sonho psicadélico".

 

Mural de azulejos de André Saraiva

Mural de azulejos de André Saraiva

Foi o último grande acontecimento da arte urbana em Lisboa: André Saraiva apresentou a 21 de Outubro no Jardim Botto Machado (junto à Feira da Ladra) um megalómano mural com 188 metros de comprimento 1011m2 de área e precisamente 52 738 mil azulejos. André, luso-francês, ficou conhecido nos anos 90 com o seu alter ego Mr. A, uma personagem que também funciona como a sua assinatura e que se espalhou por algumas cidades europeias. Este mural reinterpreta a cidade com alusão a alguns dos principais monumentos, misturados com outros elementos, como uma Torre Eiffel.

 

Universal Personhood de Shepard Fairy

Universal Personhood de Shepard Fairy

Universal Personhood é o nome de uma série de trabalhos de Shepard Fairey, o artista americano também conhecido como Obey Giant, o homem que criou o famoso poster "Hope" de Obama. Pois bem, Shepard veio a Lisboa por ocasião da exposição "Printed Matters Lisbon" na Galeria Underdogs e deixou um legado (mais ou menos efémero como toda a arte urbana) junto ao 69 da Rua da Senhora da Glória (Graça). A peça é única. O significado desta série é o apelo aos direitos iguais para mulheres de todas as etnias e religiões e Obey quis partilhar a construção desta obra de 5mx14m com Vhils que ficou encarregue de completar a segunda metade do mural no seu estilo artístico.

 

In memoriam

In memoriam

Não foi a primeira, nem será a última vez que desaparece uma obra de arte urbana. Aconteceu no verão do ano passado com o mural dedicado a Saramago e Pilar del Rio na Rua do Instituto Vergílio Machado, para dar lugar ao futuro parque de estacionamento da EMEL no Campo das Cebolas. A ideia para o mural foi de Miguel Gonçalves Mendes, realizador do documentário José&Pilar, concretizada com a ajuda dos artistas Nark e Pariz. Na altura falámos com o realizador que nos deixou este testemunho: “Tudo é efémero. E como tal devemos encarar estas coisas com naturalidade. É como deixar alguém de quem gostamos muito partir seja numa relação de amor ou amizade ou em última instância a morte. Simplesmente não há nada que possamos fazer a não ser seguir em frente. Mas claro que fica um enorme carinho por um trabalho que acabou por fazer parte integrante da paisagem da cidade de Lisboa. Em que habitantes e turistas tiravam fotos como se de um marco obrigatório se tratasse. No dia após a demolição fui tirar fotografias apenas para recordação. Pedi ao taxista que me deixasse no Campo das Cebolas e, de repente, sem lhe ter dito absolutamente nada, ele pergunta-me: “Já viu o crime que fizeram aqui? Destruíram o mural do Saramago”. Eu encolhi os ombros e sorri. Não sofro, porque algo que era suposto desaparecer desapareceu. Mas acho sobretudo bonito que algumas pessoas considerassem já aquele mural como património da cidade. Uma das minhas frases preferidas de Saramago e que estava inscrita ao longo de todo o edifício era: “O heróico no ser humano é não pertencer a um rebanho” e espero sinceramente que esta frase tenha servido de alerta e inspiração para quem passava casualmente por ali, tal como serviu para mim enquanto leitor.”

 

App Lisbon Street Art

Acabadinha de sair do forno e lançada para apanhar a onda do Web Summit, a empresa Twistag (fundada por Fred Sarmento, um programador que nos últimos cinco anos trabalhou entre Lisboa, Londres e São Francisco) lançou a aplicação Lisbon Street Art sem qualquer tipo de objectivo lucrativo. Este projecto pro-bono nasceu também da vontade de construir algo pela comunidade e começou por ser feito em parceria com a Galeria de Arte Urbana que numa primeira versão cedeu 85 imagens e dados para a aplicação. Hoje já são mais de 160 locais em todo o distrito de Lisboa, com especial destaque para o concelho de Lisboa, graças à colaboração e interesse de outros sites e blogues. Para já está apenas disponível para Android, mas se aumentarem os downloas existe a hipótese de ser desenvolvida uma aplicação para iOS. Apanhe-a aqui.

 

Fonte: https://www.timeout.pt/lisboa/pt/coisas-para-fazer/roteiro-da-arte-urbana-em-lisboa


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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018

Monumentos de Lisboa: estátuas de A a bronze

Falar dos monumentos de Lisboa e de todas as estátuas resultaria numa enciclopédia. Conheça pelo menos estas, da mais antiga à mais polémica

 

As estátuas são como aquele amigo que está sempre lá, mas com quem nunca conseguimos combinar um café. Estas estão entre os monumentos de Lisboa obrigatórios.

 

Monumentos de Lisboa: estátuas de A a bronze

 
A literária

A literária

Como dar a volta ao texto sem falar no Fernando Pessoa da Brasileira? Falando da escultura do poeta instalada desde 2008 no Largo de São Carlos, no dia em que se celebrou os 120 anos do seu nascimento. Aqui Pessoa está irreconhecível, com um livro em substituição da cabeça, obra do belga Jean-Michel Folon (1934-2005) feita primeiro para uma mostra de escultura realizada no Castelo de São Jorge em 2001. "Homage a Pessoa", com quatro metros de altura, foi adquirida pelo município e colocada mesmo em frente ao prédio onde Fernando Pessoa nasceu e viveu até aos cinco anos.

 
A profissional

A profissional

Lotaria Clássica, da Páscoa, de Natal ou de Fim-de-Ano. A Santa Casa vende e dá os prémios e um dos locais onde pode tentar a sua sorte é no quiosque em frente à sede da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no Largo de São Roque, que teve a iniciativa de homenagear os antigos vendedores de cautelas da lotaria, uma das figuras mais típicas de Lisboa antiga. A estátua do cauteleiro, da autoria de Fernanda Assis, foi inaugurada em 1987, tem tamanho real (de certeza que já existiu um cauteleiro com 1,78m) e inclui um boné com chapinha, um cigarro no canto da boca e um bilhete onde se lê “Homenagem da Santa Casa da Misericórdia. Lotaria Nacional. Ao cauteleiro”.

 

 
A polémica

A polémica

No alto do Parque Eduardo VII mora este Monumento ao 25 de Abril de 1974, da autoria de João Cutileiro, talvez o escultor mais incompreendido da nossa praça. Este monumento foi encomendado pelo município e inaugurado a 25 de Abril de 1997. E o povo chama-lhe “O Pirilau”. Na altura o escultor lembrou que “o jacto de água do Lago de Genebra tem uma ejeculação muito maior”. Feita a partir de um pedestal que estava destinado a uma estátua do Santo Condestável, pesa 90 toneladas e a forma fálica que se destaca simboliza mesmo a força viril e o vigor da revolução de Abril.

 

A desportista

A desportista 

Era jogador do Sport Lisboa e Benfica, o que pode mitigar o interesse de alguns adeptos de outras cores. Mas Eusébio da Silva Ferreira, uma figura ímpar do desporto nacional, foi o maior marcador do Campeonato do Mundo de 1966 (em Inglaterra), ajudando a selecção nacional a alcançar um incrível, e podemos dizer glorioso, terceiro lugar na competição. Só isso já vale mais que uma visita à estátua do Pantera Negra, oferecida por um sócio do clube radicado nos EUA, Vitor Batista. Inaugurada em 1992, é da autoria do escultor americano Duker Bower. Relembramos que após a morte de Eusébio, a estátua de bronze foi inundada por cachecóis e camisolas futebolísticas em sua homenagem, levando o museu a conservá-los dentro de uma cobertura transparente que só foi retirada passado um ano.

 

A milagreira

A milagreira

Nem só em templos religiosos se faz o culto. Pelo menos em Lisboa, onde uma das estátuas costuma estar rodeada de flores ou de velas acesas. É a do Dr. Sousa Martins, um médico que se recusava a receber dinheiro quando tratava os mais desfavorecidos, o que lhe valeu a alcunha “Pai dos Pobres”. Este monumento foi erigido em 1907 no Campo Mártires da Pátria através de subscrição pública e concretizado por Costa Motta (tio, porque há o Costa Mota, sobrinho), autor de várias estátuas em Lisboa e dos túmulos de Camões e Vasco da Gama no Mosteiro dos Jerónimos.

 

A política

A política

A Avenida da Liberdade é um verdadeiro festival de estátuas e bustos, do Marquês de Pombal aos Restauradores. Algumas herdadas do tempo do Passeio Público, um local de passeio aristocrata no século XIII (como as esculturas mitológicas que representam o rio Tejo e o rio Douro), outras acrescentadas com o passar dos séculos. Como é o caso da estátua de Simon Bolívar, o herói da independência sul-americana, inaugurada em 1978 e oferecida pela comunidade portuguesa radicada na Venezuela. Volta e meia são depositadas coroas de flores a seus pés, uma delas por Hugo Chávez quando visitou Lisboa em 2008.

 

A olímpica

A olímpica

Neptuno passeou-se por Lisboa antes de vir parar ao Largo Dona Estefânia em 1951. Esta estátua em mármore, da autoria de Machado de Castro, começou por decorar o antigo Chafariz do Loreto no século XVIII. Após a demolição desse chafariz, Neptuno seguiu para a Mãe de Água, depois esteve no Museu do Carmo e ainda encaixou uns tempos no Depósito de Águas dos Barbadinhos. No actual lago, Neptuno é brindado por jogos de água iluminados por projectores debaixo de água.

 

A veterana

A veterana

O mesmo autor de Neptuno também idealizou D. José I para o Terreiro do Paço. E esta obra foi pioneira em muitas coisas: é a estátua pública mais antiga de Portugal, a primeira estátua em bronze fundida em território nacional e a primeira estátua equestre. Foi erguida sobre um pedestal de pedra vinte anos depois do terramoto de 1775, ainda o rei estava vivo. Após a inauguração houve festa durante três dias, com cortejos alegóricos, fogo de artifício, exercícios militares, ópera, baile e banquete.

 

A militar

A militar

A quem folheia jornais é familiar o nome do cartoonista e caricaturista Augusto Cid, cujo traço já passou por inúmeros jornais e revistas, como os antigos Diário de Lisboa e O Século, e mais recentemente o semanário Sol. Mas o artista, que frequentou o curso de Escultura das Belas Artes de Lisboa, também tem deixado o seu cunho na arte pública da cidade. Em Lisboa são da sua autoria os painéis de azulejo do Viaduto de Sete Rios e o monumento em memória do navegador Gonçalves Zarco, em Belém, freguesia que recebeu em Novembro este portento em bronze. A estátua de Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, ganhou vida graças a um projecto vencedor da edição de 2013 do Orçamento Participativo e está no Jardim Ducla Soares.

 

A desaparecida

A desaparecida

Oh triste fado. O rei desejado, o que nos vem salvar numa manhã de nevoeiro, desapareceu uma segunda vez, mas à luz do dia e à frente de boquiabertos transeuntes. Em Maio, um turista escalou o edifício para tirar uma selfie com a estátua de D. Sebastião na fachada da Estação do Rossio e o regicídio aconteceu: o rei partiu-se no chão aos bocadinhos, desamparado. Se estiver mesmo com muitas saudades, no Museu do Chiado encontra uma escultura em mármore que com esta partilha algumas semelhanças e na Sala Museu do Instituto Oftalmológico Gama Pinto existe uma estátua que terá servido de molde para o El Rei D. Sebastião do Rossio.

 

 A LGBT+

A LGBT+

Inaugurado em Junho de 2017 no dia da Marcha de Orgulho LGBT, é um monumento de homenagem às vítimas de homofobia, que teve como mentor António Serzedelo, presidente da Opus Gay. Da autoria do artista plástico Rui Pereira, a estátua em betão armado, cimento e ferro apresenta duas figuras.  De um lado um homem e do outro lado uma mulher, ambos dentro de um armário. Se já passou por lá e ficou irritado com pessoas a usar a estátua como banco, respire fundo. É o próprio António Serzedelo que convida todos a sentarem-se na estátua.

 

A familiar

A familiar

Desde logo fica a saber que Lisboa também tem direito às suas francesinhas. Jardim das Francesinhas, neste caso, ali pela Estrela. É aqui que vive uma escultura em mármore de 1947, da autoria de Leopoldo de Almeida, que se ergue ali ao lado do Palácio de São Bento. A peça intitula-se “A Família” e representa uma criança ao colo entre a figura de um homem e de uma mulher.

 

Fonte: https://www.timeout.pt/lisboa/pt/arte/monumentos-de-lisboa-dez-estatuas-de-a-a-bronze


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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2018

Roteiro de arte grátis em Lisboa

Murais, fachadas, esculturas em jardins, intervenções em lojas, paredes de hotéis, monumentos históricos. Não faltam manifestações de arte grátis em Lisboa.

 

Da próxima vez que passear por um jardim, que entrar numa loja de roupa ou que se sentar à mesa para jantar, olhe bem à sua volta. As manifestações de arte estão um pouco por todo o lado em Lisboa e estas têm entrada livre. À superfície, ou debaixo de terra, venha daí (praticamente) sem gastar um tostão. 

 

Roteiro de arte grátis em Lisboa

 
Alguns prazeres dos cemitérios

Alguns prazeres dos cemitérios

Há muito que deixou de ser um passeio mórbido, e neste caso particular, vale a pena estar vivo e bem vivo para apreciar o património arquitectónico. O Cemitério dos Prazeres, constituído quase exclusivamente por jazigos particulares, foi construído no período romântico, em 1833, por ocasião da epidemia de “cólera morbus”. Na Capela dos Prazeres encontra a antiga sala de autópsias e desde 2001, o Núcleo Museológico. Siga a visita guiada pela última morada de uma série de personalidades. Não esqueça o Mausoléu de D. Pedro de Sousa Holstein, Duque de Palmela (1781-1850), o maior mausoléu particular da Europa.

Aproveite a boleia e siga viagem para uma atracção que em Setembro de 2016 foi classificada como Monumento de Interesse Municipal, e não por acaso, ou por necrofilia exacerbada. O jazigo dos Viscondes de Valmor, no Cemitério do Alto de São João, na Penha de França, reveste-se de valor patrimonial e simbólico; afirmando-se como destacado exemplar da arquitetura funerária da cidade. O projeto geral de 1900 é da autoria do arquitecto Álvaro Machado, de origem neo-romântica, promovido e conduzido nas suas várias fases pelo Grémio Artístico, o antecessor das Belas Artes.

 

O Homem-Sol e outros encantos do Parque das Nações

O Homem-Sol e outros encantos do Parque das Nações

Quem nunca combinou um encontro junto à estátua do "Homem-Sol" durante a Expo 98 é porque já nasceu na década de 90. Obra emblemática do Parque das Nações, associada à sua reabilitação, em vésperas da despedida do século XX, funciona como síntese da obra do lisboeta Jorge Vieira (procure-o também na Praça do Município), numa união entre o espírito surrealista e a abstração pura. Se sair no metro do Oriente, não tem que andar muito para encontrá-la. Depois, continue a explorar a zona, fértil em intervenções artísticas, como o Lago das Tágides, de João Cutileiro.

Confira a escultura em ferro com figuras humanas em tamanho real, do artista britânico Antony Gormley. Ainda no campo de escultura, observe o "Homem-Muralha", de Pedro Pires, criação virada para a Torre Vasco da Gama.

Na fachada do Hotel VIP Arts, acompanhe o painel de azulejos do artista plástico islandês Erró, que se baseou em personagens da banda desenhada e da ficção científica norte-americanas.

Mais para norte, depare-se com Catarina de Bragança, estátua de Audrey Flak com uma história curiosa. Esta é uma réplica de uma outra que deveria ter sido instalada em Nova Iorque, celebrando a infanta portuguesa que deu o nome a Queens. Devido ao protesto da comunidade afro-americana, pelo envolvimento da família da rainha no comércio de escravos, a ideia ficou sem efeito. Mora junto ao Tejo.

 

O Padrão dos Descobrimentos e outros clássicos

O Padrão dos Descobrimentos e outros clássicos

Quem é a figura magestosa em destaque? É o Infante D. Henrique, homenageado nesta obra de Cottinelli Telmo, com esculturas de Leopoldo de Almeida. O monumento original foi erguido em 1940 por ocasião da Exposição do Mundo Português para homenagear as figuras históricas envolvidas nos Descobrimentos portugueses. O betão e a pedra da réplica actual, inaugurada em 1960, garatem a longevidade deste emblema alfacinha.

Há muitos mais clichés imperdíveis a explorar só na zona de Belém, casos da Torre, do Monumento aos Combates do Ultramar ou do Monumento a Sacadura Cabral e Gago Coutinho

 

A "Lisboa" de José de Guimarães e outras rotundas

A "Lisboa" de José de Guimarães e outras rotundas

É na rotunda da Praça 25 de Abril, em Marvila, que se ergue esta obra denominada "Lisboa". O cimento pintado, trabalhado em estilo abstracto por José de Guimarães, data de 1999. O conjunto, pensado inicialmente para ser instalado junto à Cordoaria Nacional, tem uma altura de 25 metros e representa uma homenagem aos "construtores da cidade".

Nem sempre as rotundas são os pontos de passagem mais glamorosos da cidade, mas ninguém os bate em visitas, ainda que por vezes mal se preste atenção à obra no centro. Não se esqueça de um dos monumentos mais óbvios, a estátua do Marquês de Pombal, inaugurada a 13 de Maio de 1934, com um pedestal em pedra trabalhada e 40 metros de altura. O projecto contou com a intervenção dos arquitectos Adães Bermudes e António do Couto, e dos escultores Francisco dos Santos, Simões de Almeida e Leopoldo de Almeida.

Destaque ainda para um deus bastante resistente. Corria Março de 2016 quando um condutor ao volante abalroou a Fonte de Neptuno, no Largo Dona Estefânia. O aspecto positivo deste "atropelamento" é que a estátua de Neptuno, uma escultura do século XVIII da autoria de Machado de Castro, sobreviveu à investida das quatro rodas. Passe por lá, de preferência a pé, para evitar acidentes.

 

Pelos jardins de Lisboa

Pelos jardins de Lisboa

Quantas vezes já circulou por aqui e nem prestou atenção às estatuetas que povoam estes cenários verdejantes? Há muito por descobrir nos jardins de Lisboa. Comecemos pelo Guerra Junqueiro, mais conhecido como Jardim da Estrela. O nosso destaque vai para o "Cavador" (1913), da autoria de António Augusto da Costa Motta (1862-1930), que nos devolve aos primórdios do século XX. A peça representa a figura de um trabalhador com enxada em pleno movimento. Eis o cavador de mangas arregaçadas e calças de trabalho, com o seu chapéu de aba larga. Foi a primeira escultura a ser colocada no Jardim da Estrela depois da implantação da Republica.

 

As paredes e murais são as telas destes artistas

As paredes e murais são as telas destes artistas

Foi um dos acontecimentos mais recentes da arte urbana em Lisboa: o mural de André Saraivano Jardim Botto Machado (junto à Feira da Ladra) com 188 metros de comprimento 1011m2 de área e 52 738 mil azulejos.

Mas há muito mais a descobrir, da Amália em calçada portuguesa de Vhils ao Desassossego de Aka Corleone

Nada como consultar o nosso roteiro alargado de arte urbana.

  

Fonte: https://www.timeout.pt/lisboa/pt/coisas-para-fazer/roteiro-de-arte-gratis-em-lisboa


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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

Museu Fundação Oriente | Entrada gratuita

HORÁRIO
Terça-feira a domingo: 10.00-18.00
Sexta-feira: 10.00-22.00 (entrada gratuita das 18.00 às 22.00) 
Encerrado: Segunda-feira, 1 de Janeiro e 25 de Dezembro
O acesso às exposições só é permitido até 30 minutos antes do encerramento.

 

PREÇOS
0-5 anos: Gratuito
Sexta-feira das 18.00 às 22.00: Entrada gratuita

 

RECOMENDAÇÕES
Na visita ao Museu do Oriente é proibido:
Entrar com animais, comer ou beber, tocar nos objectos expostos, fumar. 
Fotografar com flash ou filmar sem autorização prévia.
Sacos, outros volumes e guarda-chuvas devem ser colocados num cacifo.
A bilheteira encerra meia hora antes do fecho do Museu.
Visitas guiadas estão sujeitas a marcação prévia.

Em dias de espectáculo as portas do Auditório abrem meia hora antes.
Não é permitido entrar no Auditório quando os espectáculos estão a decorrer sem indicação dos assistentes de sala.
Antes de entrar nas salas de espectáculo os telemóveis devem ser desligados.

Para protecção do público, o Museu do Oriente encontra-se sob vigilância de um circuito fechado de televisão (de acordo com a lei nº 67/98 de 26 de Outubro).

 

IN: http://www.museudooriente.pt/1526/informacao-ao-visitante.htm#.WliAFFVl-9I


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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2018

Jazz com o grupo The4tet | Recreios da Amadora

O Salão Nobre dos Recreios da Amadora recebe o grupo The4tet, ao longo dos próximos meses, cada um dos concertos dedicado a um instrumento ilustre deste género musical.

Sempre na última quinta-feira do mês (à exceção de maio), nos meses de janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro, o jazz será celebrado nos Recreios da Amadora, e os professores Ricardo Pinheiro, Massimo Cavalli e o músico João Silva, explicarão o papel reservado a cada um destes instrumentos na história do jazz, ilustrando-o com exemplos musicais.

 

M6 | Entrada livre, limitada à lotação da sala.

 

Programa
6 noites, 6 concertos

25 janeiro |21h30 | Saxofone
29 março | 21h30 | Trompete
24 maio | 21h30 | Voz
26 julho | 21h30 | Clarinete
27 setembro | 21h30 | Guitarra
29 novembro | 19h00 | Contrabaixo

 

Clique na imagem abaixo para mais informações:

jazz quinta 200

 

 

Recreios da Amadora
Av. Santos Mattos, 2 - Venteira - 2700-748 Amadora
Telefone: 214 369 055
E-mail: cultura@cm-amadora.pt
GPS: 38.758323, -9.235262

 

Transportes, Táxis e Parque público de estacionamento:
Comboio da CP: Estação da Amadora - Linha de Sintra – Lisboa;
Vimeca: n.º 20 - Amadora – Algés;
Lisboa Transportes: n.º 114 trajeto Amadora - Algés | n.º 113 trajeto Amadora – Belém;
Táxis (Praça de táxis a 100 mts.); 
Parque público de estacionamento (a 20 mts.).

 

Fonte: www.cm-amadora.pt


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