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Cultura para Todos!

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Exposição de Dominique Coffignier «Papier Vivant»

Na Galeria do CPS - Centro Português de Serigrafia no Centro Cultural de Belém, inaugurou a 18 de Maio, quinta-feira pelas 18h30, com o título “Papier Vivant” uma exposição do consagrado artista francês Dominique Coffignier que nasceu em 1956 e expõe desde 1988.

 

A mostra reúne 20 gravuras, litografias e gravuras intervencionadas com colagens; edições recentes criadas pelo autor no Atelier CPS em Lisboa. Serão ainda apresentadas duas novas edições, de gravura e litografia, em condições especiais para os Sócios CPS.

 

Na sua arte a energia e o fulgor das linhas unem-se à intensidade da cor para expressar profundas emoções e delicados sentimentos, em paisagens abstratas que são um convite à fruição do mistério e da beleza do espaço. Sobre o conjunto atualmente em exposição em Lisboa, escreve a crítica de arte Maria João Fernandes (AICA – Associação Internacional de Críticos de Arte):

“A linguagem explosiva e cósmica, poderosamente totalizadora da pintura de Coffignier, transfigura-se nas suas gravuras intervencionadas com colagem, assumindo uma gramática que encena relações de força entre linhas, formas, planos e cores em suspensões e equilíbrios instáveis de fulgurante novidade. Escorrências, graffitis, escritas do visível, abrindo sobre o invisível, à semelhança do que sugere o famoso poema de António Ramos Rosa: “Escrevo sobre um Muro”:

[Escrevo e as portas não se abrem./Os rios existem, e o mar da rua/existe. Escrevo. E o que espero?/Escrevo em apagados muros, na branca/superfície do muro. Escrevo.]”

Estes papéis vivos são uma partitura onde o interior e o exterior se conjugam para nos transmitirem a expressão de movimentos e de sonhos na magia das linhas, das formas oscilantes, dos negros poderosos e das cores “reduzidas” a tons de terra e a vermelhos para nos restituírem uma espécie de sinfonia onde em simultâneo ecoam os mistérios do Ser e do Espaço.

Uma sinfonia que nos compete a nós escutar e interpretar na obra de Dominique Coffignier, um Mestre da arte contemporânea que hoje temos o privilégio de conhecer no soberbo conjunto da sua obra gráfica, apresentada com a qualidade a que nos tem vindo a habituar, pelo Centro Português de Serigrafia.”

 

Exposição patente até 18 de junho de 2017. Entrada livre.